Os EUA celebram seu bicentenário e meio com dois eventos que refletem uma profunda divisão. O oficial America 250 aposta na inclusão, mas fica em segundo plano diante do Freedom 250, o evento organizado por Donald Trump. Com desfiles, fogos de artifício e um discurso do presidente, a celebração se tornou uma plataforma personalista que ofusca qualquer tentativa de unidade.
O desenvolvimento de um evento com menos bandeiras e mais algoritmos 🚀
A organização do Freedom 250 dependeu de tecnologias de gestão de multidões e sistemas de iluminação sincronizada com drones. No entanto, o verdadeiro avanço técnico foi o uso de inteligência artificial para segmentar o público nas redes sociais, otimizando a difusão do discurso presidencial. Enquanto isso, a oposição denuncia falta de transparência nos contratos de fornecimento de pirotecnia e som, com gastos que superam o orçado sem controle aparente.
Da liberdade de expressão à liberdade de gastar sem nota fiscal 💸
A festa nacional prometia unir o país, mas no final cada lado celebra sua própria independência. Enquanto uns agitam bandeiras comemorativas, outros agitam recibos de gastos não justificados. A única coisa que parece unir a todos é a certeza de que, se a liberdade de expressão é cara, a liberdade de gastar sem prestar contas é ainda mais custosa. Pelo menos os fogos de artifício não falharam.