Uma equipe descreve a estrela que originou a supernova próxima SN 2025pht

Publicado em 25 de January de 2026 | Traduzido do espanhol
Imagem astronômica que mostra a galáxia espiral NGC 1637, com um recuadro que destaca a localização da supernova SN 2025pht e sua estrela progenitora antes de explodir.

Uma equipe descreve a estrela que originou a supernova próxima SN 2025pht

Uma análise recente consegue definir as propriedades da estrela progenitora que causou a supernova SN 2025pht, um evento estelar brilhante na galáxia NGC 1637. Este trabalho aproveita observações únicas captadas bem antes de a estrela explodir, combinando dados do telescópio espacial Hubble e do telescópio espacial James Webb. 🪐

Uma instantânea única antes do cataclismo

Os astrônomos obtiveram o que pode ser considerado uma quase-instantânea da natureza da estrela em seus momentos finais. O Hubble a detectou inicialmente em 2001, mas foi o James Webb que, em 2024, a observou em uma dúzia de bandas espectrais pouco antes de sua explosão. A estrela mostrava mudanças em seu brilho, o que indica que pode ter sido uma variável pulsante com um ciclo longo de cerca de 660 dias.

Principais achados do estudo:
  • A candidata era uma supergigante vermelha extremamente fria, com uma temperatura entre 2100 e 2500 Kelvin.
  • Sua luminosidade bolométrica é estimada em log(L_bol/L_Sol)=5.08, com uma margem de erro de +/- 0.16.
  • O meio que rodeava a estrela era muito rico em pó de silicatos, segundo revelou o modelo de como a radiação é transferida.
Pela primeira vez, sem as observações de arquivo do JWST não teria sido possível detectar nem caracterizar de forma alguma este candidato progenitor.

Os desafios para precisar os dados

O maior obstáculo para definir com exatidão os parâmetros estelares foi a distância para a galáxia hospedeira. A equipe calcula que a NGC 1637 está a 10.73 megapársecs, com uma incerteza de +/- 1.76 Mpc. Além disso, o pó interestelar dentro da própria galáxia escureceu significativamente a estrela, causando uma atenuação visual de aproximadamente 1.7 magnitudes.

Fatores que complicaram a análise:
  • A incerteza na distância afeta diretamente o cálculo da luminosidade e do tamanho real da estrela.
  • A extinção por poeira galáctica e circunestelar mascarava seu verdadeiro brilho e cor.
  • Os dados ópticos do Hubble, por si só, não permitiam definir a forma completa de sua distribuição espectral de energia.

O papel crucial do telescópio James Webb

As capacidades no infravermelho do JWST foram decisivas. Penetraram o denso manto de poeira que ocultava a gigante vermelha, permitindo sua detecção e caracterização. Embora este progenitor se assemelhe ao da supernova SN 2023ixf, o de SN 2025pht pode ser o candidato mais luminoso identificado até agora. Este caso demonstra que o pó cósmico não é apenas um empecilho; pode esconder completamente uma estrela massiva prestes a explodir, até que chega um instrumento suficientemente potente para ver através dele. 🔭