Tribunal de Milão absolve Chiara Ferragni no caso do bolo beneficente

Publicado em 29 de January de 2026 | Traduzido do espanhol
Chiara Ferragni sorrindo, com fundo desfocado, possivelmente em um evento ou sessão fotográfica profissional. A imagem transmite alívio após a resolução judicial.

Um tribunal de Milão absolve Chiara Ferragni no caso do bolo beneficente

A justiça italiana encerrou um processo judicial de mais de um ano ao determinar que não havia provas para condenar a influencer e empresária Chiara Ferragni. As acusações de fraude estavam vinculadas à promoção de um bolo de Natal e ovos de Páscoa cuja campanha sugeria um fim beneficente. O veredicto alivia uma pressão significativa sobre sua imagem pública e seu império comercial. 🏛️

A acusação: promessas de doações que não foram cumpridas

A promotoria de Milão argumentou que Ferragni e a empresa alimentícia Balocco promoveram em 2022 esses produtos doces dando a entender que parte das vendas apoiaria o hospital infantil Regina Margherita de Turim. No entanto, as investigações demonstraram que a empresa já havia realizado uma doação fixa antes de iniciar a campanha publicitária. Portanto, comprar o bolo não incrementava a quantidade doada, o que gerou acusações de publicidade enganosa e de usar uma causa solidária para vender mais.

Pontos chave da investigação:
  • A campanha foi lançada no Natal de 2022, vinculando as vendas a uma causa beneficente.
  • A empresa Balocco havia fixado e entregue a doação ao hospital com antecedência.
  • Os consumidores podiam perceber que sua compra gerava uma nova contribuição, o que não ocorria.
A justiça italiana determina que, às vezes, um bolo é só um bolo, e não uma prova de cargo.

Consequências além da absolvição penal

Embora o tribunal penal a tenha absolvido por falta de provas contundentes, este caso já teve outras repercussões legais. Em 2023, a Autoridade Garante da Concorrência e do Mercado (AGCM) italiana impôs a Ferragni e à Balocco uma multa por práticas comerciais desleais. Este episódio serviu para abrir um debate necessário sobre os limites éticos no marketing digital e a obrigação dos influencers de verificar as informações que divulgam.

Impactos do caso na indústria:
  • Multa administrativa prévia por parte da autoridade de concorrência.
  • Debate público sobre a transparência em colaborações entre marcas e influencers.
  • Dano reputacional para a influencer, que sempre defendeu ter confiado nos dados de seu sócio comercial.

Um precedente para as campanhas com propósito

A decisão deixa um gosto agridoce sobre como se comunicam as iniciativas com propósito social na era

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