Um estudo revela que a maioria dos centros de dados está em climas não ideais

Publicado em 31 de January de 2026 | Traduzido do espanhol
Mapa mundial que mostra a localização de centros de dados, com pontos vermelhos destacando as instalações em zonas com temperaturas médias anuais abaixo de 18°C ou acima de 27°C, superposto a um gráfico de barras que compara o número de centros dentro e fora da faixa ASHRAE.

Um estudo revela que a maioria dos centros de dados está em climas não ideais

A infraestrutura digital global cresce em um ritmo acelerado, mas nem sempre nas condições mais ótimas. 🔍 Uma análise recente do Rest of World expõe uma realidade preocupante: dos 8808 centros de dados identificados em todo o mundo, quase sete mil foram construídos em zonas climáticas que não cumprem os parâmetros térmicos sugeridos pela associação ASHRAE para operar com máxima eficiência.

A desconexão entre o padrão e a geografia real

Especialistas cruzaram os dados de localização dessas instalações com registros históricos de temperatura. O guia da ASHRAE indica que os equipamentos funcionam melhor quando a temperatura do ar exterior se mantém entre 18 e 27 graus Celsius. No entanto, a comparação demonstra que a grande maioria dos centros fora dessa faixa está situada em regiões com uma média anual abaixo dos 18°C. nesses ambientes frios, gerenciar a umidade e o fluxo de ar se torna crítico. Ainda mais complexo é o caso de cerca de seiscentos centros que operam onde a média supera os 27°C, enfrentando o calor excessivo como um desafio diário. 🌡️

Os dados chave do desfasamento térmico:
  • Quase 7000 centros (de 8808 totais) estão em climas não recomendados.
  • A maioria em zonas frias (média < 18°C), onde controlar a umidade é vital.
  • Cerca de 600 centros operam em zonas quentes (média > 27°C), com desafios constantes de resfriamento.
Na corrida para processar dados, às vezes se resfria mais a cabeça para tomar a decisão do que os próprios servidores.

O que impulsiona essas decisões de localização?

A lógica por trás dessa aparente contradição não é técnica, mas econômica e política. Para quem constrói e opera esses centros, fatores como o custo da energia, o preço do terreno, os acordos políticos favoráveis ou a qualidade da conectividade de rede geralmente pesam mais do que buscar a eficiência ambiental perfeita. A explosão na demanda de potência de computação para desenvolver inteligência artificial acelera essa tendência, priorizando implantar capacidade de forma rápida sobre otimizar o consumo térmico a longo prazo. ⚡

Fatores que primam ao escolher localização:
  • Custos operacionais baixos (energia, terreno).
  • Existência de infraestruturas de rede e políticas favoráveis.
  • Necessidade de expandir rapidamente para cobrir a demanda de IA.

O dilema da sustentabilidade digital

Essa prática levanta questões fundamentais sobre o consumo energético futuro e até que ponto o crescimento digital pode ser sustentável. Compensar os maiores custos de resfriar ou aquecer o equipamento com terrenos baratos pode ser uma solução a curto prazo, mas a longo prazo aumenta a pegada ambiental do setor. O estudo sugere que, se não se reconsiderarem essas prioridades, a eficiência global da rede digital poderia se ressentir. 🤔