Os Contos da Macieira leva a magia ao luto infantil

Publicado em 27 de January de 2026 | Traduzido do espanhol
Fotograma de Les Contes du pommier mostrando a la protagonista Suzan en el jardin mágico con elementos de stop motion y animación digital integrados.

Les Contes du pommier: quando a magia ajuda a curar corações partidos

Em um mundo onde as crianças aprendem sobre a vida através de telas, Les Contes du pommier (Contos da macieira) chega como um abraço animado que transforma a dor em esperança. 🌸 Esta coprodução europeia, recém-estreada na Berlinale e agora competindo em Annecy, demonstra que até os temas mais difíceis podem ser abordados com delicadeza, fantasia e um toque de magia cinematográfica. O que começou como contos do autor tcheco Arnošt Goldflam se tornou um filme que poderia ser o melhor terapeuta infantil... se os terapeutas tivessem orçamento para efeitos especiais.

Uma narrativa que cura enquanto entretém

A história segue Suzan, uma menina de sete anos que:

Como diz a equipe criativa: "Não queríamos fazer as crianças chorarem, mas mostrar que está tudo bem se sentir triste... e que até a tristeza pode ser bonita".
Fotograma de Les Contes du pommier mostrando a la protagonista Suzan en el jardin mágico con elementos de stop motion y animación digital integrados.

Técnicas que misturam o antigo e o novo

Para criar este mundo mágico, os estúdios Vivement Lundi! combinaram:

O resultado é um filme que parece feito à mão, mas com a precisão da tecnologia moderna. 🎬

Uma equipe internacional com um coração enorme

A produção reuniu talento de quatro países, demonstrando que:

Jean-Claude Rozec e Mathilde Gaillard lideraram um processo que misturou precisão técnica com sensibilidade artística, provando que às vezes as ferramentas mais avançadas servem para contar as histórias mais humanas.

A magia está nos detalhes

O mais irônico deste projeto é que, para falar sobre aceitar a passagem do tempo, usaram uma das técnicas mais lentas do cinema: a stop motion. Enquanto as crianças aprendem paciência diante da dor, os animadores demonstraram a deles movendo figurinhas milímetro a milímetro. No final, tanto na vida quanto na animação, tudo se resume a dar um pequeno passo de cada vez.

E se depois de assistirem seus filhos pedirem um jardim mágico, lembre-se: uma macieira em vaso e muita imaginação podem ser o começo.