
The Immortal Thor 25: quando o ciclo infinito cansa até um deus
Al Ewing encerra sua etapa em The Immortal Thor com um número 25 que sabe a trailer do que poderia ter sido ⚡. Em vez de um final épico, a Marvel nos serve outro reinício disfarçado de conclusão, como se Thor estivesse preso em um loop de renderização infinita. E nós, pobres mortais, continuamos comprando.
"Não é um final, é um ponto e à parte... com assinatura incluída" — Al Ewing, provavelmente.
Arte mutante como texturas sem UVs
A transição entre Jan Bazaldua e Pasqual Ferry se nota mais que uma mudança de motor gráfico no meio do projeto:
- Bazaldua: estilo minimalista que choca com a épica cósmica do roteiro 🎨.
- Ferry: chega tarde para salvar o final, mas seu epílogo promete.
- Os coloristas: os verdadeiros MVP, mantendo coerência como um bom compositing.
Metacómic ou como a Marvel nos explica seu próprio negócio
Ironicamente, a trama reflete a realidade dos quadrinhos mainstream:
- Thor condenado a repetir sua história (como os relançamentos a cada 12 meses).
- Editores como "entidades superiores" movendo os fios �.
- Fãs que, como o deus do trovão, nunca aprendemos.
¿Vale a pena? Renderização final com artifacts
Pese a seus defeitos, o quadrinho se destaca por:
- A ambição filosófica de Ewing (rara em super-heróis).
- Diálogos que fluem melhor que um rig bem feito.
- Ferry desenhando tempestades como se fossem efeitos Houdini.
É como aquele projeto 3D que você ama mas entregou com pressa: brilhante no conceito, irregular na execução. Isso sim, continuaremos comprando o próximo #1... como Thor seguindo o ciclo. Pelo menos se vier com capa de Alex Ross 🤷.