Continuum Powders lança ligas de cobre e níquel para fabricação aditiva

Publicado em 31 de January de 2026 | Traduzido do espanhol
Imagem promocional que mostra pó metálico de liga de cobre e níquel sobre uma superfície, junto a peças impressas em 3D de cor acobreada.

Continuum Powders lança ligas de cobre e níquel para fabricação aditiva

A empresa Continuum Powders amplia seu catálogo com dois materiais inovadores projetados especificamente para fabricação aditiva. Trata-se dos pós metálicos CuNi30 e CuNi10, formulados para processar com tecnologias como DED (Deposição de Energia Direcionada) e PBF (Fusão em Leito de Pó). Esses desenvolvimentos propõem uma opção viável em relação às ligas tradicionais de cobalto ou níquel puro, aproveitando as vantagens inerentes do cobre. 🔧

Propriedades técnicas e aplicações potenciais

As duas ligas se diferenciam por sua composição e propriedades resultantes. O CuNi30, com 30% de níquel, se caracteriza por sua elevada resistência à corrosão, especialmente em ambientes marinhos agressivos, e mantém uma boa condutividade térmica. Por outro lado, o CuNi10, com 10% de níquel, maximiza a condutividade elétrica e térmica. Essa combinação de atributos permite criar geometrias complexas e internas que são inviáveis com técnicas de fabricação subtrativa.

Vantagens principais das novas ligas:
  • CuNi30: Ideal para componentes expostos à corrosão marinha, como partes de sistemas de refrigeração ou trocadores de calor em navios.
  • CuNi10: Otimizado para aplicações onde transferir calor e eletricidade de forma eficiente é crítico, como em peças para sistemas de energia renovável.
  • Liberdade de design: Ambas permitem fabricar canais de refrigeração internos ou estruturas reticuladas leves que melhoram o desempenho do componente final.
Ao usar cobre e níquel, materiais mais abundantes, reduz-se a dependência de outros elementos de suprimento mais crítico.

Um processo de produção com menor impacto

A Continuum Powders destaca que seu método para produzir esses pós, baseado na atomização por gás, demanda menos energia se comparado a processos metalúrgicos convencionais. Essa abordagem, somada ao uso de matérias-primas mais acessíveis, busca oferecer uma cadeia de suprimentos mais robusta e menos vulnerável.

Aspectos destacados da sustentabilidade:
  • Menor consumo energético: O processo de atomização para criar o pó é mais eficiente que as rotas de produção tradicionais.
  • Materiais abundantes: Prioriza-se o cobre e o níquel sobre o cobalto, um material frequentemente associado a desafios geopolíticos e de abastecimento.
  • Otimizar a cadeia de valor: As indústrias podem buscar fabricar com maior eficiência e reduzir sua pegada de recursos.

O futuro condutor da fabricação aditiva

O lançamento dessas ligas sinaliza uma tendência clara na fabricação aditiva metálica: não se busca apenas criar formas impossíveis, mas também dotar os componentes de propriedades funcionais superiores. A capacidade de combinar uma alta condutividade com a resistência à corrosão em uma única peça complexa abre um leque de possibilidades para setores como energia, automotivo aeroespacial e marítimo. O futuro da fabricação aditiva não só brilha, mas conduz o calor e a eletricidade de maneira excepcional. ⚡