Na segunda temporada de Fallout, o estúdio Raynault VFX, sob a supervisão de Vincent Poitras, assumiu a tarefa de expandir o universo pós-apocalíptico. Seu trabalho se concentrou em criar tomadas de estabelecimento do skyline de New Vegas e em ampliar os cenários práticos de Freeside por meio de extensões digitais. Esse processo partiu de sets físicos sólidos, demonstrando como uma base prática bem planejada é fundamental para uma integração fotorrealista dos efeitos visuais.
Integração invisível desde a pré-produção 🧩
A abordagem técnica se baseou em que os VFX fossem uma extensão orgânica do mundo físico. Partindo de fotografias de sets práticos e utileria real, a equipe construiu modelos 3D, iluminação e composições que respeitassem a identidade visual do videogame. Em áreas menos definidas do lore, introduziram interpretações próprias, colaborando com o departamento de design de produção. Esse pipeline garante que o trabalho digital não se destaque, mas complete a imagem de maneira coerente.
Quando seu set é tão bom que até os VFX relaxam 😌
Há algo reconfortante para um artista de VFX quando chega ao set e vê que os decoradores não usaram papelão e tinta lavável. Trabalhar sobre estruturas reais, com texturas e sujeira autênticas, é como ter metade do trabalho feito. Quase dá para sentir como os modelos 3D se assentam sobre a geometria prática com um suspiro de alívio, sem ter que inventar cada sombra ou lasca do zero. É a prova de que, às vezes, o melhor efeito visual é o que não precisa se esforçar para parecer real.