O experimento do laptop nas salas de aula: vinte e cinco anos depois 📅

Publicado em 23 de February de 2026 | Traduzido do espanhol

Em 2002, Maine lançou um programa pioneiro para substituir livros didáticos por computadores portáteis nas escolas. Quase um quarto de século e bilhões de dólares depois, os resultados estão longe do esperado. Especialistas indicam que o acesso massivo à informação não se traduziu em uma melhoria no aprendizado. Neurocientistas como Jared Cooney Horvath alertaram inclusive para um efeito negativo nas capacidades cognitivas dos estudantes.

Un aula con estudiantes absortos en sus portátiles, mientras libros de texto cerrados y apilados quedan en un segundo plano, ilustrando la desconexión digital.

A paradoxo tecnológica: acesso ilimitado, profundidade limitada 🤔

A hipótese inicial era que a tecnologia, ao facilitar o acesso a recursos e personalizar o ritmo, potencializaria a compreensão. No entanto, estudos cognitivos apontam o contrário. A multitarefa constante, as notificações e a navegação superficial fragmentam a atenção e prejudicam a memória a longo prazo. O cérebro não processa da mesma forma no papel que na tela, onde predomina o escaneamento rápido sobre a leitura profunda. A ferramenta projetada para amplificar o conhecimento pode estar diminuindo a capacidade de construí-lo.

De Maine ao meme: quando o clique substituiu o pensamento 😬

Assim, o grande plano para criar uma geração de superalunos nos deixou com estudantes que podem encontrar um tutorial no YouTube em segundos, mas lhes custa seguir um argumento linear durante três páginas. Ironias do progresso: equipamos salas de aula com mais potência de processamento que a NASA para chegar à Lua, só para que essa potência seja usada principalmente em ver TikTok entre exercício e exercício. O futuro que nos prometeram tinha pensamento crítico; o que recebemos tem um botão de atualizar e uma capacidade de atenção de um chiclete mastigável.