O projeto NANOGrav busca ondas gravitacionais de frequência ultra baixa, um murmúrio constante do cosmos. Para isso, emprega pulsares como relógios de precisão e combina seus dados com observações de quasares e núcleos galácticos ativos. Essa abordagem permite direcionar a busca para zonas do céu onde é mais provável encontrar binários de buracos negros supermassivos em lenta fusão.
Da estatística do fundo à identificação de fontes individuais 📡
A detecção se baseia em medir perturbações minúsculas nos tempos de chegada dos pulsos. Ao correlacionar esses sinais entre múltiplos pulsares, extrai-se o fundo comum. O passo seguinte é isolar contribuições individuais. Para isso, foram selecionados candidatos promissores, apelidados Gondor e Rohan, que servem como banco de testes para refinar os algoritmos e protocolos de análise em busca de um sinal contínuo e persistente.
Quando a Terra Média se torna um catálogo astronômico 🧙♂️
Parece que os astrofísicos também têm fraqueza pela obra de Tolkien. Enquanto buscavam nomes para seus candidatos estelares, optaram por Gondor e Rohan em vez de códigos técnicos. Resta ver se o próximo achado será Mordor, embora um buraco negro com esse nome daria bastante respeito. Pelo menos, essa nomenclatura torna o acompanhamento de um paper científico mais divertido.