Mercúrio no ar: a ameaça invisível das termelétricas a carvão ☣️

Publicado em 20 de February de 2026 | Traduzido do espanhol

A queima de carvão para gerar eletricidade libera mercúrio, um neurotóxico potente e regulado globalmente. Este metal, preso durante éons no carvão, passa para a atmosfera e contamina o ambiente. Seu impacto na saúde humana está documentado: causa danos permanentes no sistema nervoso, pulmões e outros órgãos. As crianças são as mais vulneráveis, com risco de alterações graves em seu desenvolvimento. A falta de controles rigorosos não elimina este perigo já conhecido.

Uma central térmica emite fumaça tóxica ao entardecer, simbolizando a liberação invisível de mercúrio que contamina o ar e ameaça a saúde pública.

Captura e controle: tecnologias para mitigar as emissões ⚙️

A redução das emissões de mercúrio se baseia em sistemas de controle integrados. Os Precipitadores Eletrostáticos (ESP) e os filtros de tecido retêm partículas. Os sistemas de dessulfuração de gases de combustão (FGD) úmidos, ao absorver SO2, também capturam mercúrio oxidado. Para o mercúrio elementar, mais difícil de reter, investigam-se aditivos como o carvão ativado injetado, que o adsorve para ser filtrado. A eficácia depende do tipo de carvão e da configuração da planta.

Um presente envenenado da era dos dinossauros 🦴

É curioso pensar que estamos liberando, em décadas, um mercúrio que as rochas guardaram com zelo durante milhões de anos. A natureza o tinha bem armazenado em seu porão geológico, mas nós insistimos em tirá-lo para fazê-lo voar pela chaminé. Um legado pré-histórico que, em vez de fósseis, nos presenteia com neurotoxicidade. Tudo para que depois nos surpreenda que o ar tenha consequências. Um ciclo de vida do carbono, mas em sua versão mais tóxica e com pior roteiro.