Identidade digital: do espião do século XVIII ao protocolo soberano 🔐

Publicado em 16 de February de 2026 | Traduzido do espanhol

A história de Chevalier d'Éon, diplomata francês que viveu como homem e mulher, mostra que a identidade pode ser complexa. Hoje, esse debate está intoxicado pelo assédio e pela perda de privacidade. Se d'Éon vivesse agora, não buscaria um passaporte falso, mas uma solução tecnológica: um sistema de identidade digital soberana que permita controlar nossa expressão perante os outros.

Um rosto andrógino se desdobra em um homem do século XVIII e um avatar digital, conectados por um passaporte que se transforma em um escudo de dados.

Rumo a um protocolo de identidade fluida e em camadas 🧩

A proposta seria um núcleo de identidade verificado (como uma chave criptográfica), ancorado a uma entidade soberana. A partir daí, cada usuário geraria avatares ou perfis secundários. Estes teriam distintos níveis de anonimato e atributos (nome, gênero, dados). Você poderia ter um perfil profissional vinculado, outro para redes sociais com expressão fluida, e outros completamente anônimos para fóruns. A chave é o controle granular sobre qual avatar revela quais dados do núcleo e para quem.

D'Éon hoje: nem um like com seu nome real 🎭

Imaginemos d'Éon navegando hoje. Para consultar um fórum de esgrima do século XVIII, usaria um avatar anônimo Espadachín_1730. Para seu trabalho diplomático, um perfil verificado Charles d'Éon. E para explorar moda em Paris, um perfil Lia com gênero feminino e zero conexão pública com o anterior. A polícia secreta francesa tentaria doxá-lo, mas só encontraria camadas de criptografia. Sua maior conquista não seria espionar a Rússia, mas que seu banco não lhe enviasse publicidade com o título errado.