Uma pesquisa da Universidade de Nottingham aborda um desafio na fabricação aditiva multi-material: a união de ligas. O trabalho se concentra em peças de IN718 e GRCop-42, usadas em câmaras de combustão, fabricadas por fusão em leito de pó. O estudo analisa como a orientação da interface (horizontal, vertical ou angular) e a ordem de deposição afetam a qualidade final, um fator decisivo para aplicações aeroespaciais de alto desempenho.
A ordem de deposição e a direção definem a microestrutura ⚙️
Os resultados mostram que em interfaces horizontais, a sequência é crítica. Depositar a superliga IN718 sobre o cobre GRCop-42 gerou defeitos por falta de fusão. A ordem inversa, GRCop-42 primeiro, produziu uma zona de mistura de ligas e um refinamento do grão no IN718 depositado depois. Além disso, a direção do varredura do laser influenciou na geometria da zona fundida e no crescimento dos grãos, afetando as propriedades mecânicas da união.
O dilema do sanduíche bimetálico: o que vai primeiro? 🥪
Parece que até para as ligas de foguetes existe o problema da ordem das camadas, como em um sanduíche. Se você coloca o presunto de IN718 sobre o queijo de cobre, fica cru e com buracos. Mas se começar pelo queijo, tudo se mistura de forma mais civilizada. Um pensa que com lasers de alta potência essas coisas estariam resolvidas, mas no final tudo se resume a não errar na hora de empilhar os pós, como em uma receita de cozinha de alta tecnologia.