Uma equipe do IMDEA e da UPM apresenta um método de design que melhora as propriedades das peças de nitinol fabricadas com impressão 3D. A abordagem não busca alterar o material, mas sim sua geometria em escala macro. Criam arquiteturas complexas, como malhas e esferas, que permitem ajustar o comportamento mecânico do componente final. Isso abre a porta para implantes médicos personalizados e de alto desempenho.
Algoritmos e L-PBF para controlar a rigidez e absorção de energia ⚙️
O processo emprega um algoritmo para gerar designs de estruturas porosas inspiradas em tecidos, que depois são fabricadas mediante fusão de pó com laser (L-PBF). A geometria controlada permite variar propriedades como a rigidez ou a capacidade de absorver energia em várias ordens de magnitude, algo difícil de alcançar apenas com o material base. A tomografia computadorizada confirmou a precisão das peças impressas em relação ao modelo digital, validando a confiabilidade do processo.
Quando o nitinol se cansa de ser uma mola e quer ser uma esponja 😄
Parece que o nitinol, esse material com memória que sempre quis ser uma mola, agora tem aspirações arquitetônicas. Os pesquisadores disseram a ele que pode ser uma malha ou um emaranhado de esferas, e o material, encantado, decidiu se comportar de forma diferente dependendo do dia. Graças a isso, em breve um stent poderia ter a rigidez de um osso ou a flexibilidade de uma cartilagem, tudo sem mudar de composição. Uma lição de que, às vezes, não é preciso mudar por dentro, mas simplesmente se reorganizar.