O Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação da China apresentou o rascunho do padrão GB 11557-202X, que estabelece requisitos para proteger o motorista de lesões por elementos da direção. Esta norma, que será obrigatória a partir de 1º de janeiro de 2027, não incorpora especificações técnicas para sistemas de direção não convencionais, como volantes tipo leme ou yokes. A omissão é interpretada como uma proibição efetiva desses designs em automóveis novos, alinhando a regulamentação chinesa com critérios de segurança tradicionais.
A segurança padronizada frente à inovação na interface de condução ⚖️
O padrão GB 11557 se concentra na proteção contra impacto, definindo geometrias, energias de absorção e rigidezes para a coluna de direção e o volante convencional. A ausência de parâmetros para lemes ou controles alternativos implica que eles não podem ser homologados, pois não cumpririam os testes de colisão definidos para um volante circular. Esta abordagem prioriza a segurança passiva comprovada e limita experimentos com interfaces que alteram o manuseio em situações críticas, como curvas cruzadas. Fabricantes que apostavam nesses designs terão que adaptar seus modelos para o mercado chinês.
Adeus ao sonho de pilotar um carro como uma nave espacial (na estrada) 🛸
Parece que a ambição de nos sentirmos como pilotos de corrida ou de naves interestelares desde o assento do motorista esbarra na fria realidade dos manequins de crash test. Os reguladores chineses decidiram que, por enquanto, dar voltas com um leme de jogo não é compatível com evitar lesões. Talvez fosse pedir muito que um elemento inspirado em um avião ou um F1 funcionasse igual em um engarrafamento. Teremos que nos contentar em girar o volante redondo de sempre, um design que, pelo menos, sabemos que não nos deixará com as mãos cruzadas em uma rotatória.