Durante anos, a habitação tem sido um caixa eletrônico para investidores, graças a políticas que fazem vista grossa. A solução passa por atacar duas frentes: as casas vazias que acumulam poeira e os aluguéis temporários que drenam o mercado residencial. Não é mágica, é bom senso e regulação.
Como a tecnologia permite rastrear apartamentos vazios e usos temporários 🏠
O cruzamento de dados do cadastro imobiliário, registros municipais e plataformas de aluguel turístico permite detectar imóveis sem uso habitual. Sistemas como o Índice de Ocupação Residencial, alimentado por IA, cruzam consumos de água, eletricidade e registros de viajantes. Assim, identificam-se fraudes e aplicam-se sobretaxas fiscais a proprietários que mantêm imóveis ociosos. A tecnologia já não é desculpa para a inação.
O Airbnb da esquina: negócio redondo, bairro morto 🏘️
O vizinho do quinto andar colocou seu apartamento em aluguel temporário. Agora entra mais gente que numa estação de metrô, mas ninguém sabe quem mora ali. Os turistas chegam com mala e vão embora sem saber onde fica o supermercado. Enquanto isso, os jovens do bairro se mudam para a periferia. Um negócio redondo para o dono, um bairro que perde a alma. Mas, olha, pelo menos a rua cheira a desinfetante.