No número 257 de Venom, dentro do crossover Death Spiral, Charles Soule e Javier Pina levam Eddie Brock a um novo extremo como Carnificina. O simbionte recruta o assassino Torment para cumprir seu plano macabro: três vítimas escolhidas. A surpresa vem quando o Homem-Aranha é forçado a se unir ao seu vilão mais letal para impedir o massacre, criando uma dinâmica tensa e perigosa.
A mecânica narrativa do simbionte como motor da trama 🕸️
Soule estrutura o roteiro em torno da capacidade do simbionte de influenciar Eddie Brock e controlar vários títulos. A escolha de Torment como peão não é casual: seu perfil de assassino em série permite explorar a psicologia do predador. Pina usa vinhetas com sombras densas e expressões faciais exageradas para marcar a possessão simbiótica. O ritmo alterna entre ação direta e diálogos internos de Eddie, que luta para manter sua identidade diante do controle alienígena. A aliança com o Homem-Aranha é apresentada como um recurso narrativo para aumentar a tensão, não como uma solução real.
Quando seu pior inimigo é seu único colega de quarto 😅
Imagine ter que pedir ao seu nêmesis que não mate ninguém enquanto tenta salvar o dia. O Homem-Aranha precisa negociar com um simbionte que vê os humanos como aperitivos. O mais irônico é que Carnificina age quase como um colega de quarto tóxico: te ajuda a limpar a bagunça, mas só porque ele mesmo a fez. No final, a aliança cheira a trégua temporária, como quando você para de brigar com o vizinho porque há um vazamento de gás no prédio.