As plataformas sociais operam com um modelo de negócio baseado na coleta de dados. Para maximizar seu valor, configuram os perfis de novos usuários com a visibilidade mais ampla possível. Isso significa que, por padrão, suas informações costumam ser públicas ou muito acessíveis. Assumir o controle exige uma revisão manual e muitas vezes trabalhosa das configurações de privacidade em cada rede que você utiliza.
O backend da privacidade: APIs e permissões padrão 🔧
Tecnicamente, essa configuração inicial é gerenciada no backend por meio de flags de permissão associados ao usuário. Ao criar uma conta, o sistema atribui valores booleanos que definem a visibilidade de campos como biografia, lista de amigos ou histórico de atividades. As APIs que gerenciam esses dados costumam ter o parâmetro de privacidade em public como valor padrão. Revisar a configuração nada mais é do que enviar requisições POST ou PUT para alterar esses flags para estados mais restritivos, uma ação que a interface gráfica simplifica, mas que a plataforma não incentiva.
Compartilhar é viver, mas viver sem intimidade 😅
É quase comovente como essas plataformas assumem que ansiamos que um completo estranho saiba o que comemos no café da manhã, o nome do nosso animal de estimação e nossa localização em tempo real. A configuração padrão delas grita confiança cega na humanidade. Parece que elas pensam que criar um perfil é como abrir as cortinas da sua casa para que todos vejam, caso alguém se interesse pela sua decoração ou pelo modelo da sua televisão. Um gesto muito generoso, sem dúvida, mas um tanto peculiar para quem só queria ver memes.