No novo filme de Josh Safdie, Marty Supreme, o supervisor de VFX Eran Dinur repete sua colaboração com o diretor para priorizar efeitos invisíveis. A autenticidade era fundamental, então as telas verdes foram minimizadas. Para gerenciar o fluxo de trabalho, ele contou com uma produtora em Nova York e um produtor executivo em Los Angeles, delegando tarefas para se concentrar no criativo e técnico.
Fluxo de trabalho compartilhado e um título de autor 🎬
As empresas Folks e El Ranchito foram selecionadas por compartilharem o mesmo fluxo de trabalho, o que agilizou a pós-produção. A Folks ficou responsável pelas multidões e a El Ranchito por outros planos. O título ficou a cargo da The Artery em Nova York. Optou-se por filmar em locações reais, como a zona teatral da Broadway, para depois limpar elementos anacrônicos ou adicionar caminhões gerados por computador. Uma abordagem prática que evitou artifícios desnecessários.
O pingue-pongue fantasma: filmar sem bola tem seus riscos 🏓
Para as cenas de pingue-pongue, a decisão foi tão corajosa quanto arriscada: filmar sem bola real. Sim, atores golpeando o ar com raquetes, como se fossem mímicos em uma partida de tênis imaginária. Dinur assumiu o risco argumentando que assim teriam mais controle na pós-produção. Ou seja, os atores fizeram o trabalho sujo para que depois os computadores fizessem a graça. É verdade, ninguém os avisou de que pareceriam dançarinos de balé.