A gala anual da Associação do Esporte Espanhol (ADESP) serviu para reconhecer a LaLiga e seu presidente, Javier Tebas, pelo apoio econômico ao esporte nacional. Tebas aproveitou para lembrar que o futebol profissional injeta 45 milhões de euros por temporada nas demais disciplinas, um valor que apresentou como prova de seu compromisso com o ecossistema esportivo. Por sua vez, José Hidalgo, presidente da ADESP, quis focar nos invisíveis do esporte, aqueles atletas e trabalhadores que sustentam a base sem aparecer nas manchetes.
O modelo de distribuição que sustenta o ecossistema esportivo ⚽
A estrutura financeira que permite essa transferência anual baseia-se nos acordos de comercialização de direitos audiovisuais da LaLiga. Segundo os dados expostos, 8% da receita total do futebol profissional é destinada a federações e ligas não profissionais. Esse sistema, regulamentado pela Lei do Esporte, canaliza os recursos para esportes minoritários e programas de base. Tebas defendeu que, sem esse fluxo constante, muitas disciplinas perderiam sua capacidade operacional. A chave do modelo está na centralização dos direitos de televisão, que garante uma parcela estável para o restante do esporte espanhol.
Tebas, o herói que o esporte espanhol não sabia que precisava 🏆
Enquanto Tebas levava o prêmio, podia-se imaginá-lo em casa contando os 45 milhões como quem conta trocados. Mas atenção, que o futebol não dá ponto sem nó: com certeza ele já está calculando como rentabilizar o gesto na próxima negociação televisiva. E enquanto isso, os invisíveis de Hidalgo continuarão fazendo seu trabalho, talvez sonhando que um dia lhes caiba um minuto de glória. Ou pelo menos um pedaço desse bolo de 45 milhões, afinal são eles que suam a camisa sem holofotes nem microfones.