A Vênus de Willendorf revela antigas rotas migratórias na Europa

24 de April de 2026 Publicado | Traduzido do espanhol

Um estudo mineralógico da famosa estatueta paleolítica conhecida como Vênus de Willendorf trouxe dados reveladores. A análise do material confirma que a rocha oolítica com a qual foi esculpida não é local. Sua origem está a cerca de 730 quilômetros de distância, em uma área ao norte da Itália. Esta descoberta comprova a existência de movimentos migratórios ou redes de intercâmbio massivas na Europa há cerca de 25.000 anos.

Uma estatueta feminina esculpida em rocha oolítica, sobre um mapa da Europa com uma linha conectando Áustria e Itália.

Tomografia e espectrometria para rastrear a viagem de uma rocha 🔍

A pesquisa, publicada na Scientific Reports, baseou-se em técnicas não destrutivas de alta precisão. Foi utilizada uma tomografia microcomputadorizada para examinar a estrutura interna da estatueta. Posteriormente, as amostras foram comparadas com dados de rochas de toda a Europa por meio de espectrometria. O padrão dos oólitos, grãos esféricos de carbonato, foi fundamental. Coincidiu com amostras de um sítio no lago de Garda, Itália, descartando outras origens possíveis. Esta metodologia abre um caminho para traçar o movimento de materiais e grupos humanos pré-históricos.

O primeiro pedido internacional da história da arte 🗿

Isso nos faz reconsiderar a logística do Paleolítico. Alguém, ou carregou aquela pedra especial por centenas de quilômetros, ou estabeleceu um sistema de comércio primitivo, mas eficaz. Imagine o artista: Preciso da oolítica de Garda, a daqui não tem o mesmo brilho. Parece que o critério de seleção de materiais já era algo sério, mesmo antes da cerâmica. A estatueta não é apenas uma obra de arte, é um testemunho de um esforço de abastecimento que hoje nos parece uma proeza sem serviços de entrega.