O mundo dos quadrinhos se despede de Gerry Conway, o roteirista que mudou para sempre o destino do Homem-Aranha ao escrever a morte de Gwen Stacy. A Marvel confirmou seu falecimento aos 73 anos. Conway cocriou o Justiceiro, Carol Danvers como Ms. Marvel e personagens-chave como Ben Reilly. Seu legado abrange a DC com Nuclear e Jason Todd. Ele estreou aos 16 anos.
O roteirista que definiu a narrativa dos clones 🕸️
Conway introduziu conceitos que décadas depois seriam base de tramas complexas, como a primeira Saga do Clone e o vilão Jackal. Sua abordagem técnica como roteirista baseava-se na construção de personagens com motivações claras e diálogos que impulsionavam a ação. Em The Amazing Spider-Man, ele conduziu a transição do herói adolescente para um adulto enfrentando perdas reais. Também desenvolveu o Lobisomem e o Drácula da Marvel, ampliando o tom dos quadrinhos de terror.
Gwen Stacy e o Justiceiro: duas formas de estragar um fim de semana 💀
Se aprendemos algo com Conway é que não há problema que não possa piorar com um clone vingativo ou um vigilante com armas pesadas. Enquanto a DC celebrava a Mulher-Gavião, ele já planejava como fazer Peter Parker chorar sobre uma ponte. E se hoje você vê Frank Castle em uma série da Netflix, agradeça (ou amaldiçoe) um cara que aos 16 anos já escrevia melhor que você de ressaca.