A pré-eclâmpsia afeta entre 3% e 8% dos partos globais, elevando a pressão arterial e adicionando proteína à urina. Sua origem está no excesso da proteína Flt-1, fabricada pela placenta. Cientistas do Cedars-Sinai criaram um filtro com anticorpos que captura esse excesso no sangue, oferecendo uma alternativa ao parto prematuro, o único tratamento padrão disponível até agora.
Anticorpos em ação: como funciona o filtro 🩸
O dispositivo utiliza anticorpos projetados para se ligar seletivamente à proteína Flt-1 circulante. Em um ensaio com 16 mulheres com pré-eclâmpsia precoce, cada sessão de filtragem reduziu os níveis de Flt-1 em 17%. Os resultados incluíram uma leve diminuição da pressão arterial e da proteína na urina. Em vários casos, o tratamento conseguiu retardar a necessidade de um parto prematuro, ganhando tempo valioso para mães e fetos sem recorrer a fármacos complexos.
A placenta não sabe o que faz, mas o filtro sim 🤰
Parece que a placenta, em seu afã de fazer bem seu trabalho, exagera na proteína Flt-1. Ainda bem que uns cientistas disseram: Vamos colocar um filtro nessa bagunça. A invenção não transforma a gravidez em um spa, mas consegue que a pressão arterial diminua um pouco e que a urina não pareça espuma de cerveja. E o melhor: retarda o parto prematuro, embora as futuras mamães talvez sonhem com um filtro que também tire a vontade de comer besteiras à noite.