O TSJB demite enfermeira por não ser médica em Manacor

28 de April de 2026 Publicado | Traducido del español

O Tribunal Superior de Justiça das Ilhas Baleares ordenou a destituição de Neus Salas Valero como coordenadora do centro de saúde de Manacor, considerando que seu cargo exige ser médica, não enfermeira. A sentença, que respalda uma demanda do Sindicato Médico, gerou mal-estar entre o coletivo de enfermagem, que a vê como um retrocesso na gestão sanitária. Salas ocupa o cargo desde 2019 e tem até 12 de maio para recorrer.

Uma enfermeira com uniforme branco e pasta olha para um tribunal, ao fundo um cartaz de centro de saúde em Manacor, com expressão séria.

Gestão sanitária: quando o código aberto colide com as permissões de administrador 🖥️

No âmbito da gestão de sistemas, um administrador não precisa ser o desenvolvedor do software para executá-lo. No entanto, na saúde balear, parece que coordenar um centro de saúde exige um diploma de medicina, como se o sistema operacional da atenção primária só aceitasse binários assinados por conselhos médicos. A sentença lembra aqueles patches de segurança que bloqueiam usuários sem privilégios, mesmo que tenham mais experiência executando o programa do que o próprio root. Uma restrição de acesso que, em produção, só gera gargalos.

Coordenação: a arte de mandar sem receita médica 💉

A notícia despertou o engenho nos corredores: se para coordenar é preciso ser médico, talvez o próximo conselheiro de Saúde devesse ser um cirurgião cardiovascular. Ou, melhor ainda, que o bedel do centro tenha que aprovar o MIR para abrir a porta pela manhã. Enquanto isso, as enfermeiras de Manacor se perguntam se o próximo atestado médico será assinado por um juiz ou um encanador. Pelo menos, o sindicato médico demonstrou que a burocracia também sabe fazer cirurgias.