As grandes elétricas e a indústria pesada criaram o Observatório do Custo dos Serviços de Operação para fiscalizar o aumento dos gastos do sistema elétrico após o apagão. Apontam diretamente para a Red Eléctrica de España (REE) pelos ajustes em tempo real que buscam equilibrar oferta e demanda, e que encareceram a conta de luz apesar de o preço no atacado se manter baixo. Seu primeiro relatório revela que esses custos somam 1,8 bilhão de euros no que vai do ano, com 320 milhões apenas nas primeiras três semanas de abril.
O custo oculto dos ajustes técnicos na rede 💡
Os serviços de operação são mecanismos técnicos que a REE ativa para corrigir desvios entre a geração e o consumo elétrico em tempo real. Estes incluem a regulação de frequência, a gestão de restrições técnicas e as reservas de potência. Segundo o Observatório, o aumento desses custos responde a uma maior necessidade de equilibrar uma rede com mais renováveis intermitentes e menos capacidade de armazenamento. O sistema, projetado para garantir a estabilidade, tornou-se um sorvedouro de recursos que acaba repercutindo diretamente no bolso do consumidor final.
REE e a arte de ganhar dinheiro com os desequilíbrios 💸
Acontece que manter a luz acesa é mais caro do que um fundo de investimento em paraísos fiscais. A REE, com seu toque mágico de ajustes, conseguiu que paguemos 1,8 bilhão por um serviço que, em teoria, deveria ser invisível. Nesse passo, em breve veremos anúncios na televisão: Cansado de sua conta subir? Contrate o pacote desequilíbrio premium. Enquanto isso, o preço no atacado continua tão plano quanto uma omelete sem sal, mas a conta infla como um balão em uma festa de aniversário.