Pela primeira vez, uma equipe de cirurgiões utilizou células-tronco para reparar a medula espinhal de fetos dentro do útero. O objetivo é tratar a espinha bífida, um defeito que causa paralisia e problemas na bexiga. A cirurgia fetal tradicional não repara o dano nervoso já ocorrido. Agora, a doutora Diana Farmer aplicou um adesivo com células-tronco em seis fetos, segundo um estudo no The Lancet.
Um adesivo biológico para um defeito complexo 🧬
O procedimento foi realizado durante a gestação, quando a medula espinhal do feto ainda está exposta. Os cirurgiões colocaram um adesivo de células-tronco diretamente sobre a lesão. Os resultados indicam que o método é seguro: não foram detectadas infecções, tumores nem problemas na cicatrização. Embora o estudo seja pequeno, abre um caminho para intervir antes do nascimento e mitigar o dano neurológico severo que esta condição provoca.
A ciência avança, mas a fralda continua sendo obrigatória 😅
Que as células-tronco reparem medulas espinhais parece ficção científica, mas os fetos ainda não podem comemorar com uma cerveja. Os médicos estão contentes porque não houve tumores nem infecções, que é basicamente o padrão mínimo de qualquer cirurgia. O próximo passo será ver se essas crianças andam melhor ou apenas evitam que a fralda se torne um acessório permanente. A medicina avança, mas a paciência dos pais também.