Um menino sofreu ferimentos graves no pé quando seu calçado ficou preso na extremidade de uma escada rolante. O incidente, ocorrido em um shopping center, ativou um protocolo de investigação forense onde a digitalização 3D e a simulação por elementos finitos foram cruciais. O objetivo era determinar se a folga entre os dentes do pente e os degraus excedia os limites normativos devido a desgaste ou manutenção deficiente.
Pipeline forense: da digitalização à simulação mecânica 🛠️
O processo começou com a captura do mecanismo interno usando um scanner Artec Space Spider, obtendo uma nuvem de pontos de alta resolução (0,1 mm) da placa de desembarque e dos pentes. Este modelo foi importado para o SolidWorks para reconstruir as geometrias exatas dos dentes e degraus. A folga real entre ambas as superfícies foi medida em várias posições do ciclo. Com esses dados, foi executada uma análise estrutural no Ansys, simulando a força de aprisionamento em um modelo de calçado infantil. A simulação revelou que a separação excedia em 2,3 mm o máximo permitido pela norma EN 115-1, indicando um desgaste crítico nos pentes.
A animação forense como evidência conclusiva 🎥
Finalmente, no Blender, foi gerada uma animação forense que recriava o instante do aprisionamento, mostrando como o calçado se introduzia na brecha ampliada. A sequência visual permitiu que os peritos e o tribunal compreendessem a sequência mecânica da falha. O relatório concluiu que a falta de substituição periódica dos pentes desgastados foi a causa direta do acidente, estabelecendo responsabilidades na empresa de manutenção.
Você usaria scanner a laser ou fotogrametria para documentar este caso?