Um turista canadense morreu e várias pessoas do Canadá, Colômbia, Rússia, Brasil e Estados Unidos ficaram feridas em um tiroteio ocorrido nas pirâmides de Teotihuacán. O agressor, um homem de 27 anos natural de Guerrero, agiu sozinho e cometeu suicídio após ser ferido pelas forças de segurança. As autoridades mexicanas encontraram entre seus pertences materiais que fazem referência direta ao tiroteio de Columbine de 1999, incluindo livros, anotações manuscritas e uma imagem alterada com inteligência artificial que o mostrava junto aos atacantes originais.
IA generativa: a nova ferramenta para a mitificação de massacres 🧠
A foto alterada com inteligência artificial encontrada entre os pertences do agressor representa um salto qualitativo na documentação desses atos. Ferramentas de difusão como Stable Diffusion ou DALL-E permitem gerar imagens hiper-realistas sem necessidade de habilidades técnicas avançadas. Este caso sugere que os modelos de IA não apenas replicam o conteúdo, mas facilitam a criação de narrativas visuais que conectam novos atacantes a figuras históricas da violência escolar. A acessibilidade desses sistemas representa um desafio para os filtros de segurança e a moderação de conteúdo.
De Columbine a Teotihuacán: o tour turístico que ninguém pediu 😅
Parece que o agressor quis fazer uma viagem de estudos com parada nas pirâmides e final na história negra dos EUA. Pena que esqueceu que as ruínas mexicanas já têm problemas suficientes com os vendedores de lembranças e o calor extremo. Se ao menos tivesse levado um chapéu para o sol, talvez teria pensado duas vezes antes de replicar um roteiro de 25 anos atrás em um local onde o mais perigoso costuma ser subir os degraus molhados.