Análise Forense Tridimensional de Impacto em Escudo Antimotim

19 de April de 2026 Publicado | Traducido del español

Um incidente durante um protesto, onde um projétil de borracha feriu uma pessoa após atingir um escudo, gerou a necessidade de uma investigação objetiva. A chave residia em determinar se o material do escudo apresentava um defeito ou se o disparo foi realizado a uma distância inferior à regulamentar. Para resolvê-lo, foi aplicado um fluxo de trabalho forense baseado em digitalização 3D e simulação, priorizando dados técnicos sobre especulações.

Modelo 3D de um escudo antimotim com uma malha de deformação mostrando a zona de impacto de um projétil.

Fluxo de Trabalho Técnico: Da Digitalização à Simulação 🔬

O processo começou com a digitalização precisa do escudo afetado usando um scanner 3D Creaform HandySCAN, obtendo um modelo geométrico exato de seu estado pós-impacto, incluindo deformações. Este modelo foi utilizado no Abaqus para uma simulação de impacto dinâmico, recriando virtualmente o choque do projétil com diferentes parâmetros de distância e velocidade. Paralelamente, com software como o 3D Slicer, foram analisadas as imagens médicas da lesão para entender a transferência de energia para o corpo. O Blender ajudou na visualização e comunicação integrada de todos os elementos: escudo, trajetória e anatomia.

A Objetividade Técnica como Ferramenta Chave ⚖️

Esta abordagem metodológica transfere a investigação do terreno do subjetivo para o dos dados quantificáveis. A simulação pode revelar, por exemplo, que a energia necessária para causar a deformação observada só é alcançada a distâncias muito curtas, ou que um material em especificação teria absorvido o impacto sem falhar. Assim, a tecnologia 3D se ergue como um meio forense crucial para estabelecer responsabilidades técnicas, seja sobre a qualidade do equipamento ou sobre o cumprimento de protocolos de uso da força.

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