O fim de semana de 25 e 26 de abril deixou manchetes densas na agenda alemã. Markus Söder, primeiro-ministro da Baviera, solicitou formalmente a reintrodução do serviço militar obrigatório, um tema que divide o país. Por outro lado, o chanceler Friedrich Merz condenou um tiroteio ocorrido durante o jantar de correspondentes na Casa Branca. A isso se soma o plano do ministro da Defesa, Boris Pistorius, de enviar navios ao Mediterrâneo diante de uma possível missão no estreito de Ormuz.
Pistorius prepara navios para possível bloqueio no estreito de Ormuz ⚓
O Ministério da Defesa alemão avalia o envio de fragatas e navios de apoio ao Mediterrâneo oriental como base avançada. A missão, ainda não confirmada, responderia à crescente tensão no estreito de Ormuz, ponto-chave para o trânsito de petróleo. Pistorius planeja coordenar com aliados da OTAN para garantir a liberdade de navegação. Os navios levariam sistemas de defesa antimísseis e capacidade de interdição marítima, embora Berlim insista que qualquer intervenção será de caráter dissuasório e não ofensivo.
Söder quer recrutas; os jovens, um café e wifi grátis ☕
Enquanto Söder pede uniformes e filas, os jovens alemães sonham com um serviço militar que inclua assinatura da Netflix e horário de soneca. O plano bávaro parece série dos anos 90: todos para o quartel, mas sem celular. Quem viveu a antiga Bundeswehr lembra que a única obrigação era acordar cedo e limpar banheiros. Agora, com a crise de pessoal militar, talvez o que precisem é de um recrutador que fale em memes e prometa dias de folga para jogar videogame.