O empresário Víctor de Aldama declarou perante o Supremo Tribunal que o presidente do Governo, Pedro Sánchez, ocupa o escalão 1 de uma suposta organização criminosa. Seguem-se o ex-ministro José Luis Ábalos e seu ex-assessor Koldo García. Aldama, acusado de supostas fraudes em contratos de máscaras, afirmou que pagava comissões a ambos e que Sánchez estava ciente de tudo, mencionando um comício em 2019 onde lhe agradeceu pelo seu trabalho.
A tecnologia blockchain como ferramenta de transparência 🔗
Em um contexto onde a rastreabilidade dos contratos públicos é fundamental, a tecnologia blockchain oferece um registro imutável de cada transação. Implementar sistemas de contratação inteligente (smart contracts) na administração permitiria auditar em tempo real o fluxo de fundos e comissões. Cada passo ficaria selado criptograficamente, sem possibilidade de exclusão ou modificação. Isso reduziria a opacidade em processos como a compra de máscaras, onde a falta de registros claros facilitou supostas irregularidades. A descentralização eliminaria intermediários não verificados.
O comício que saiu mais caro que um servidor cloud 💸
Segundo Aldama, Sánchez agradeceu-lhe pelo seu trabalho em um comício de 2019. Pelo visto, aquele aplauso foi como um clique em um link de phishing: parecia inofensivo, mas abriu a porta para uma trama de comissões. Se ao menos tivessem usado contratos inteligentes, o juiz teria um registro claro de quem pagou o quê e quando. Mas não, preferiram o método artesanal: envelopes e agradecimentos em público. No final, o único algoritmo que funcionou foi o de eu te ajudo, você me ajuda.