O juiz processa dois agentes do GEI pelo abatimento do pistoleiro da Securitas em Riudoms, citando-os como investigados por uma atuação desproporcional que causou lesões medulares graves. A causa é arquivada para outros oito policiais, evidenciando contradições entre suas versões e o auto de ocorrência. Para o setor, este caso marca um antes e um depois na avaliação da proporcionalidade do uso da força.
A simulação forense: a testemunha digital que não mente ⚖️
A simulação forense e a análise de dados em 3D tornam-se ferramentas essenciais para dirimir a proporcionalidade do uso da força. A reconstrução digital permite recriar com precisão os ângulos de tiro, as distâncias, os tempos de reação e a trajetória dos projéteis. Com esses dados, peritos e juízes podem contrastar as declarações com uma realidade virtual objetiva, reduzindo a ambiguidade dos depoimentos. Em Riudoms, a diferença entre o processamento de dois agentes e o arquivamento de oito pode residir na precisão desses modelos, que oferecem uma perspectiva neutra dos fatos.
Quando o pixel sabe mais que a testemunha 🤖
Parece que agora os juízes precisam de um computador para saber o que aconteceu, enquanto os agentes se enredam em suas próprias versões. Oito policiais se livram por contradições, mas dois carregam o problema. Nesse ritmo, os autos de ocorrência serão escritos diretamente em código binário para evitar mal-entendidos. O irônico é que a bala que causa a lesão medular é estudada com mais frieza do que o pulso do agente que a disparou. A tecnologia avança, mas quem tiver um bom advogado e um modelo 3D, que vá se preparando para o julgamento.