O último estudo da JD Power, baseado em 68.084 proprietários de veículos 2026, desmonta a obsessão por telas gigantes. Os motoristas valorizam mais o que não se vê: a ignição inteligente e o HVAC com IA. As funções chamativas, como telas para passageiros ou a automação L2 Plus, caem em satisfação. O dado é um aviso para quem projeta a experiência do usuário no automóvel.
Design de UX: a integração silenciosa supera o espetáculo 🚗
Para um profissional do setor, a mensagem é técnica e clara: a inovação deve simplificar a interação, não adicionar camadas de complexidade. Um HVAC com IA que ajusta a temperatura sem que o usuário toque em um botão gera mais lealdade do que um sistema L2 Plus que exige supervisão constante e explicações. A tela do passageiro, pensada para entreter, distrai e não agrega valor percebido. O design de UX deveria priorizar a redução de atrito: menos menus, menos alertas, mais automação de tarefas invisíveis. Aqui, o prêmio não é a função mais vistosa, mas a que desaparece no fluxo natural de dirigir. Integrar sensores, algoritmos e atuadores para que o carro aja por si só, sem pedir permissão nem mostrar interfaces, é a direção correta.
Telas para o passageiro: o brinquedo que ninguém pediu 📺
Enquanto isso, no banco do copiloto, alguém ainda tenta justificar uma tela de 15 polegadas para assistir a vídeos em um trajeto de dez minutos até o supermercado. Os dados da JD Power sugerem que esse passageiro preferiria, talvez, olhar pela janela ou simplesmente não pagar um extra por uma função que usa duas vezes por ano. É como instalar uma geladeira no porta-luvas: parece ótimo na concessionária, mas depois você só guarda o saco de doces esquecido. A automação L2 Plus, por sua vez, é o parente que promete ajuda, mas acaba dando mais trabalho. O resultado: os motoristas desligam essas funções e voltam ao básico. Talvez o próximo estudo devesse perguntar quantos usaram o botão de desligar a tela do passageiro mais vezes do que a própria tela.