Reflorestar não é só plantar árvores: a localização é chave para resfriar o clima

Publicado em 16 de March de 2026 | Traduzido do espanhol

Um estudo da ETH Zurich propõe que a estratégia de reflorestamento é mais determinante que a escala. A pesquisa indica que plantar árvores nos trópicos gera um resfriamento líquido, mas fazê-lo em latitudes altas do hemisfério norte pode ter o efeito contrário, aquecendo a zona. O fator crítico é o albedo, ou a capacidade de refletir a luz solar, que se reduz com a cobertura escura das florestas sobre a neve.

Bosque tropical denso junto a un paisaje nevado con árboles dispersos, contrastando el efecto albedo en el clima.

Modelagem complexa para uma estratégia florestal eficiente 🌍

Os cientistas usaram modelos que integram efeitos biofísicos, como as mudanças no albedo e na evapotranspiração, e bioquímicos, como o sequestro de carbono. Essa abordagem permitiu simular o impacto climático de diferentes cenários de reflorestamento. A conclusão técnica é que uma localização ótima, priorizando regiões tropicais, poderia alcançar um resfriamento similar ao de plantações massivas não estratégicas, usando aproximadamente metade da superfície.

Plantar no Ártico: a ideia para quando sentirmos falta do calor 🔥

Então, seguindo essa lógica, se nosso objetivo secreto é derreter o último cubinho de gelo do planeta, já temos a fórmula: uma campanha massiva de plantio na taiga siberiana. Cubramos de verde esse manto branco que reflete tanta luz e deixemos que as árvores façam seu trabalho de manta escura. É um plano infalível, embora talvez não seja o que os defensores de plantar uma árvore tinham em mente. Ironias do balanço energético terrestre.