ONU acusa os EUA de execuções extrajudiciais em ataques antidrogas

Publicado em 14 de March de 2026 | Traduzido do espanhol

O relator da ONU Ben Saul denunciou perante a Comissão Interamericana que os Estados Unidos cometem execuções extrajudiciais em seus ataques a lanchas no Caribe e Pacífico. Segundo seu relatório, essas operações iniciadas sob Trump causaram mais de 150 mortes sem prévio aviso ou tentativa de captura. Familiares das vítimas asseguram que as embarcações não tinham vínculos com o narcotráfico.

Imagen de una lancha civil en el Caribe, sobrevolada por un helicóptero militar con bandera de EEUU, en una escena de tensión y persecución.

A tecnologia de vigilância marítima e o limiar do uso letal 🛰️

Essas operações dependem de sistemas avançados de vigilância: satélites, drones MQ-9 Reaper e radares aerotransportados. A controvérsia reside no processo de decisão. Os dados de inteligência, muitas vezes classificados, são usados para autorizar ataques com armamento de precisão desde aeronaves ou helicópteros. O debate técnico-jurídico centra-se na confiabilidade desses dados para justificar força letal sem um processo judicial observável.

Curso express: De guerra contra as drogas a guerra contra o devido processo ⚖️

Parece que alguém reescreveu o manual de procedimento. Primeiro se identifica um objetivo móvel em alto-mar, onde a jurisdição é difusa. Depois, se pula a parte do aviso e da captura, que costuma ser complicada. Passa-se diretamente ao capítulo de eliminação baseado em inteligência que o público nunca verá. É um modelo de eficácia operacional, se o seu objetivo é evitar os tediosos trâmites de um julgamento. Uma abordagem direta, embora questionada por detalhes como o direito à vida.