O filme Hamnet contou com o trabalho da empresa One of Us para seu departamento de efeitos visuais. Seu trabalho se concentrou no que se denomina VFX invisíveis: intervenções sutis que buscam a autenticidade histórica sem chamar a atenção. Desde limpar elementos modernos em locações até eliminar anacronismos, seu objetivo foi que o espectador se mergulhe na época sem perceber o trabalho digital.
Limpeza de ambientes e multidões digitais 🧹
O trabalho técnico envolveu um extenso processo de limpeza e substituição de elementos nos fundos, como cabos, sinalizações modernas ou partes de edifícios. Uma tarefa mais complexa foi a criação e animação de uma multidão digital para preencher um teatro isabelino. Integrar essas figuras com o metraje real, respeitando a iluminação e a perspectiva, foi chave para que o resultado fosse coerente e não rompesse a ilusão da narrativa.
O mérito de que não se note seu trabalho 👻
É a paradoxo do artista de VFX invisível: se você faz bem, ninguém percebe. Você passa meses eliminando uma antena de satélite de um plano do século XVI ou fazendo com que centenas de avatares digitais tosquem e se movam em uníssono, e o maior elogio é que o público saia do cinema se perguntando onde filmaram aquele teatro tão autêntico. Um trabalho que, quando é perfeito, desaparece. Pelo menos fica o crédito nos títulos finais, para que sua mãe saiba que você esteve lá.