Oliver Stone: quarenta anos depois de 'Platoon', EUA não aprendeu com o Vietnã

Publicado em 14 de March de 2026 | Traduzido do espanhol

No 40º aniversário de Platoon, Oliver Stone reflete sobre o legado de seu filme e a política externa de seu país. O diretor afirma que os Estados Unidos não assimilou as lições da guerra do Vietnã, tornando-se um império que repete erros. Stone lamenta a continua atração por conflitos no exterior e critica o aumento desmedido do orçamento militar, apontando o Iraque como um desastre. Também expressa certa preocupação por como suas posturas críticas afetaram sua trajetória em Hollywood.

Un veterano de Vietnam, con mirada perdida, reflejado en el casco sobre un mapa de Irak y Afganistán.

O baixo orçamento como vantagem criativa: lições do desenvolvimento de 'Platoon' 🎬

As filmagens de Platoon foram realizadas com um orçamento limitado e um elenco de atores que na época não eram estrelas consolidadas. Essa restrição técnica e econômica obrigou a uma abordagem narrativa mais direta e a uma puesta em cena crua, que buscava a autenticidade acima do espetáculo. O filme, rodado em locações reais com um ritmo de trabalho intenso, demonstrou que um desenvolvimento centrado na história e nos personagens pode superar produções com mais recursos. Seu sucesso técnico, reconhecido com vários Oscars, validou esse método de produção.

Manual do império: como repetir os mesmos passos e esperar um final diferente 🔄

Parece que o manual de operações exteriores de certas potências tem uma página em branco que se fotocopia uma e outra vez. O procedimento é claro: identificar um inimigo distante, aumentar o gasto em defesa e lançar-se a uma aventura cujo custo humano é subestimado. Depois, quando a história termina como o público já antecipava, expressa-se surpresa e o caso é arquivado sob lições não aprendidas. O ciclo está pronto para reiniciar com um novo antagonista, porque a memória histórica, ao que parece, é um DLC que nunca é baixado.