Propõe-se um filme animado que narre a investigação de Tu Youyou, cientista chinesa que descobriu a artemisinina. A trama segue uma jovem pesquisadora durante uma pandemia, que se mergulha em textos antigos de medicina. A narrativa alternaria entre seu laboratório moderno e um mundo fantástico inspirado na arte clássica chinesa, onde a busca pelo remédio se converte em uma luta contra um demônio que personifica a malária.
Uma ponte visual entre a tradição e o render 🎨
O projeto propõe um desafio técnico: criar dois estilos visuais distintos, mas coesos. O mundo moderno teria um render realista e texturas limpas. A dimensão fantástica seria modelada e texturizada emulando pinceladas de pintura chinesa antiga, com volumes atmosféricos e paletas de tinta. A animação de personagens nesse segundo plano requereria um rig que permita movimentos fluidos, mas com a estética de um pergaminho animado.
Quando o Eureka! vem com notas de rodapé do século II 📜
A trama nos lembra que, às vezes, a solução para um problema do século XXI está anotada na margem de um livro do século II. Imagina-se a cena: meses de ensaios fracassados, orçamentos apertados, e a resposta final aparece em um manual de alquimia recomendando fervê-lo com cuidado. É o sonho de qualquer pesquisador: que sua revisão bibliográfica mais tediosa inclua instruções para salvar o mundo, assinadas por um sábio da dinastia Han.