O Ministério da Cultura italiano confirmou o Museu Tátil Estatal Omero de Ancona como organizador da segunda edição do Prêmio Omero. Essa decisão apoia uma iniciativa que promove entre artistas contemporâneos uma estética baseada na acessibilidade e na multisensorialidade. O museu é uma referência nesse campo e seu trabalho é fundamental para a candidatura de Ancona como Capital Italiana da Cultura 2028, que tem o mar como eixo narrativo central.
Tecnologia e desenvolvimento a serviço da percepção expandida 🦾
O prêmio impulsiona a criação de obras que integrem soluções técnicas para uma experiência perceptiva completa. Isso implica o uso de materiais com diferentes texturas, sistemas de audio-descrição integrada, elementos olfativos controlados ou modelos hápticos gerados por impressão 3D. O desafio técnico está em equilibrar a proposta artística com interfaces que permitam uma interação intuitiva e rica para todos os sentidos, sem que um canal domine sobre os demais.
E se em vez de não tocar colocassem ? 🤔
Imagine a revolução nos museus tradicionais. Acabaria o estresse dos vigilantes de sala, perseguindo seu filho pequeno que, com razão natural, quer apalpar um mármore. No futuro, o regulamento mudaria: Proibido NÃO interagir. Claro, depois teríamos o problema oposto: usuários grudados em uma escultura cheirando-a durante vinte minutos, ou discutindo se o som que emite deveria ser agudo ou grave. Um caos, mas um caos inclusivo.