O processo de pré-produção no cinema de super-heróis gera um vasto arquivo de ideias descartadas. Um exemplo fascinante são os conceitos de Phil Saunders para a armadura Mark 50 de Iron Man em Avengers: Infinity War. Inspirados no traje All-New, All-Different do gibi de 2015, esses designs apresentavam um capacete arredondado e um torso quadrado, uma adaptação literal que finalmente não foi usada. Este caso ilustra como a arte conceitual serve como laboratório para explorar a fidelidade ao material original antes de definir a estética cinematográfica final.
Do esboço ao VFX: o pipeline do design de assets 🛠️
O trabalho de Saunders não se limitou a esboços 2D. É muito provável que esses conceitos tenham sido desenvolvidos como modelos 3D detalhados, permitindo avaliar sua volumetria, proporções e integração nas cenas. Esta fase é crucial no pipeline de VFX, onde o design 3D atua como ponte entre a arte conceitual e os ativos finais para animação. Testar distintas variantes em 3D permite aos diretores e designers tomarem decisões informadas sobre silhueta, funcionalidade narrativa e coerência dentro da linha de evolução do personagem no MCU, que priorizou um visual mais estilizado sobre a reinterpretação literal do gibi.
A arte descartada como semente para o futuro 🌱
Este design não utilizado transcende sua categoria de mera curiosidade. No contexto do Multiverso Cinematográfico, conceitos como este representam um valioso banco de ideias para futuras reinvenções do personagem. A estética específica do traje All-New, All-Different, já explorada e modelada, poderia ser recuperada para versões alternativas de Iron Man em filmes como Avengers: Secret Wars. Assim, a concept art demonstra seu valor duradouro, não só como ferramenta de uma produção, mas como ativo narrativo e visual para o futuro da franquia.
Como influenciam as decisões de design 3D e concept art descartado, como as versões iniciais do Mark 50 de Iron Man, na narrativa visual e no tom final de um filme como Avengers: Infinity War?
(PD: O previz no cinema é como o storyboard, mas com mais possibilidades de que o diretor mude de ideia.)