O modelo tradicional de mobilidade radial em direção ao centro urbano está obsoleto. A relocalização de empresas para grandes campi na periferia, como Las Tablas ou 22@, criou uma nova trama de deslocamentos transversais entre subúrbios. As infraestruturas existentes não dão conta, gerando congestionamento e alongando os trajetos. Esse problema de planejamento territorial é um campo de ação ideal para as tecnologias de geomática e topografia 3D, capazes de diagnosticar e modelar soluções.
Diagnóstico e simulação com ferramentas 3D 🗺️
A geomática 3D permite uma análise integral do território. Mediante nuvens de pontos LiDAR e ortofotos, podemos modelar com precisão a nova geografia dos polígonos empresariais e seu entorno. Sobre esse modelo, é possível simular fluxos de mobilidade atuais e futuros, identificar gargalos na rede viária e avaliar a acessibilidade a partir de diferentes áreas residenciais. Ferramentas de SIG em 3D facilitam a análise de visibilidade e rotas ótimas para propor novas conexões de transporte público ou viárias, otimizando investimentos.
Rumo a um planejamento urbano preditivo 🔮
A chave está em passar para um modelo preditivo. Os dados geomáticos permitem antecipar o impacto de novos desenvolvimentos antes de construí-los, evitando problemas de mobilidade e pressão sobre a habitação. Integrando dados socioeconômicos no modelo 3D, é possível planejar um território mais equilibrado, onde a habitação e o emprego estejam melhor conectados. A geomática deixa de ser uma ferramenta de medição para se tornar o núcleo de um planejamento urbano mais inteligente e sustentável.
Como a geomática 3D e o escaneamento a laser móvel podem otimizar o planejamento de infraestruturas e transporte na nova mobilidade periférica, dominada por grandes campi empresariais dispersos?
(PD: A topografia 3D é como fazer um mapa do tesouro, mas o tesouro é um modelo preciso.)