Propõe-se um filme animado em 3D sobre Lise Meitner, uma física nuclear chave na descoberta da fissão. A história seguiria sua fuga da Alemanha nazista e seu trabalho, junto a Otto Hahn, para entender como um núcleo atômico se divide. A sinopse apresenta uma visão do fenômeno como uma liberação de energia pura, afastada de sua aplicação bélica, refletindo a postura ética da cientista.
Representação visual da fissão: luzes, nós e partículas 🎨
O desafio técnico estaria em animar um processo que não é visível. Poderia-se usar um sistema de partículas para mostrar nêutrons como esferas viajantes, e núcleos atômicos como estruturas geométricas tensas. Ao fissionar, se romperiam em fragmentos menores, rodeados por um campo de luz e energia cinética. A iluminação e os efeitos de render seriam fundamentais para transmitir a ideia de energia pura, usando volumetrias e pós-processamento para criar um efeito quase abstrato.
Quando sua maior descoberta é usada sem permissão 😤
A vida de Meitner tem um ponto tragicômico de manual: você passa anos decifrando um segredo fundamental da matéria, foge de um regime para poder continuar pensando, e depois esse mesmo regime usa sua ideia para tentar ganhar a guerra. É o equivalente científico de copiarem seu projeto final, o transformarem em um artefato perigoso e ainda não te colocarem nos créditos. Uma lição de que, às vezes, a física é mais fácil de entender que a política.