Intel apresentou no CES 2026 sua série Core Ultra 300, buscando recuperar terreno em laptops de alto desempenho. O modelo estrela para gaming, o Core Ultra X9 378H, integra 16 núcleos e a GPU Arc B390. Essa combinação promete um salto em gráficos integrados, o que levanta uma pergunta chave para nosso setor: essa APU pode competir em workflows 3D profissionais ou é só para gaming? Analisamos seu potencial real para modelagem, sculpting e render. 🚀
Análise técnica: CPU, GPU Arc B390 e desempenho esperado em 3D 🔍
O Core Ultra X9 378H oferece 16 núcleos e uma frequência base de 5.1 GHz, uma base sólida para tarefas de CPU como simulação ou compilação. A verdadeira incógnita é a GPU integrada Arc B390. Se herdar a arquitetura Battlemage e melhorar substancialmente os drivers, poderia oferecer um desempenho em viewport e render GPU aceitável para modeladores e artistas de texturas. Para render offline (CPU) será competitivo. No entanto, em simulações complexas de fluidos ou dinâmicas, e para render GPU em produção pesada, é provável que continue atrás de uma combinação discreta de gama alta da AMD ou NVIDIA. Seu valor reside na integração: um pacote compacto e eficiente para laptops.
Para qual perfil de artista 3D é interessante? 🎨
Essa APU é uma opção interessante para artistas móveis cujo fluxo se centre em modelagem poligonal, sculpting no ZBrush e renderização leve em tempo real ou com motores como Eevee. É uma solução tudo em um eficiente para estudantes e profissionais nômades que priorizam a portabilidade sem sacrificar totalmente o desempenho. Não é a escolha para estúdios que renderizam com V-Ray GPU ou realizam simulações pesadas, onde uma GPU discreta dedicada continua insubstituível. A Intel complica a escolha, mas não muda o jogo para o 3D de alto nível.
Os novos Intel Core Ultra 300 podem competir com as soluções da AMD e NVIDIA na execução de renders 3D e viewport complexos em laptops para profissionais?
(PD: A RAM nunca é suficiente, como os cafés numa segunda-feira de manhã)