Desafios técnicos do Estádio Shakira: doze horas e cinquenta mil espectadores

Publicado em 24 de March de 2026 | Traduzido do espanhol

Shakira anuncia seis shows em Madri, com uma residência única no Iberdrola Music de Villaverde. O evento, batizado como Estadio Shakira, representa um desafio monumental para os técnicos de cenografia 3D e espetáculos: projetar uma experiência imersiva de doze horas diárias para 50.000 pessoas. Esse cenário exige soluções inovadoras em modelagem, fluxos, iluminação e acústica, transformando um recinto temporário em um espaço de alto desempenho técnico e segurança.

Vista aérea noturna do Estadio Shakira, com palco central, telas imersivas e milhares de espectadores sob um espetáculo de luzes.

Modelagem 3D e simulação: a chave para um recinto efêmero 🏗️

O primeiro desafio é a modelagem 3D integral do recinto temporário. Diferente de um festival como Mad Cool, com múltiplos palcos, aqui tudo se centraliza em uma experiência única de longa duração. Os modeladores devem recriar a estrutura, o palco principal, as telas de video mapping e as zonas de serviço para planejar cada detalhe. A simulação de fluxos de público é crítica para a segurança, antecipando movimentos massivos durante doze horas. Além disso, a acústica requer simulações avançadas para garantir uma qualidade de som uniforme em um espaço aberto de grande capacidade, considerando a variação de condições ambientais desde o meio-dia até a meia-noite.

Iluminação e vídeo: da luz solar à noite 💡

A iluminação e o video mapping enfrentam seu maior teste: uma transição de doze horas. O design lumínico deve ser eficaz sob a luz solar intensa e se transformar completamente para a noite, criando atmosferas distintas. As telas e projetores devem ter brilho e contraste adaptáveis, enquanto o conteúdo de vídeo deve ser projetado para ser legível em qualquer condição. Esse planejamento, realizado previamente em ambientes 3D, é o que permitirá que a experiência Es Latina mantenha seu impacto visual do início ao fim.

Como se modelam e otimizam em 3D as estruturas cênicas temporárias para um macroshow, garantindo a visibilidade e a segurança de 50.000 espectadores em um recinto não convencional?

(PD: projetar um palco em 3D é fácil, o complicado é que os músicos não caiam dele)