Dani de la Torre estreia 'Zeta' e critica o complexo com o cinema espanhol

Publicado em 15 de March de 2026 | Traduzido do espanhol

O diretor Dani de la Torre estreia na Prime Video Zeta, um thriller de espiões com Mario Casas como agente do CNI. Aproveitando o lançamento, o cineasta lançou uma crítica direta: na Espanha existe um complexo de inferioridade em relação às produções nacionais, especialmente em gêneros como o de espionagem. Ele aponta que o público tende a considerar pouco críveis as representações de profissionais espanhóis na ficção, algo que não ocorre com as produções anglo-saxãs.

Director Dani de la Torre apresenta 'Zeta', um thriller de espiões espanhol, enquanto critica o complexo de inferioridade do público em relação ao cinema nacional.

A produção em grande escala como ferramenta narrativa e técnica 🎬

Para combater esse preconceito, Zeta aposta por uma escala visual e de produção que equipare seus códigos aos do gênero internacional. Isso implica um trabalho técnico meticuloso em fotografia, locações e pós-produção, buscando um acabamento que não gere distância com o espectador acostumado a Hollywood. O objetivo técnico é claro: criar uma linguagem cinematográfica sólida que sustente a história e torne crível seu mundo, sem que a produção seja percebida como um limite.

Um espião espanhol? Que não leve leque e touro de Osborne! 😅

Parece que para que um personagem espanhol na tela seja aceito, deve evitar a todo custo os estereótipos folclóricos. Mas o verdadeiro desafio é maior: conseguir que o espectador não espere que o agente do CNI tire uma tortilla de sua maleta no meio de uma perseguição, ou que o vilão faça seu discurso maligno enquanto toma uma caña. A autenticidade, ao que parece, começa por superar nossa própria risada fraca diante do local quando se veste de thriller sério.