Um estudo da Universidade de Cambridge revela que as sépias, moluscos cefalópodes, possuem capacidade de autocontrole. Superam uma versão adaptada do test do marshmallow, optando por esperar uma recompensa melhor em vez de consumir uma imediata. Esse comportamento, ligado à planificação futura, era observado antes em vertebrados como primatas e corvídeos, o que levanta questões sobre a evolução cognitiva.
Modelagem de IA e algoritmos de tomada de decisões biológicas 🤖
Essa descoberta é relevante para a tecnologia. Os mecanismos cognitivos que permitem à sépia avaliar, adiar a gratificação e tomar uma decisão ótima são um modelo para algoritmos de tomada de decisões em ambientes com informação limitada. Estudar sua rede neural pode inspirar arquiteturas de IA mais eficientes no manejo de recompensas diferidas, úteis em robótica autônoma ou gestão de recursos onde a paciência tem um valor quantificável.
Próximo passo? Um curso de gestão do tempo para polvos 🐙
Com esses resultados, não seria estranho que o próximo estudo examine a produtividade dos polvos. Poderíamos descobrir que organizam sua jornada para caçar, manter sua toca e ainda ter tempo para brincar. A imagem de um cefalópode usando uma agenda de bolso, decidindo entre um caranguejo agora ou dois depois, deixa evidente que talvez nós, com nosso smartphone na mão, sejamos os que precisamos de lições de foco marinho.