Arte como ativismo: Rodrigo Cuevas e a defesa digital do asturiano

Publicado em 24 de March de 2026 | Traduzido do espanhol

Rodrigo Cuevas lança Manual de beleza, um disco onde a música se transforma em manifesto. Mais além da criação artística, sua obra é um ato de ativismo político centrado na defesa do asturiano. Cuevas argumenta com ironia que não se pode depender apenas da oficialidade da língua para sua sobrevivência, apontando a globalização e a Internet como forças que, paradoxalmente, ameaçam as línguas minorizadas ao saturar o espaço cultural com conteúdo em inglês e castelhanho.

Rodrigo Cuevas en el escenario, fusionando folclore asturiano con estética digital y electrónica en un acto de protesta cultural.

A paradoxo digital: globalização versus preservação linguística 🌀

A análise de Cuevas é tecnicamente aguda: a rede, longe de ser apenas uma ferramenta de difusão, se converte em um campo de batalha desigual. A produção cultural em línguas dominantes tem um alcance e recursos avassaladores, dificultando que projetos em asturiano competam pela atenção. Isso explica a descida de falantes mesmo em regiões com línguas oficiais e fortemente assentadas. A iniciativa artística, portanto, deve suprir com criatividade e impacto o que a política não garante, usando as mesmas plataformas digitais para gerar contranarrativas e visibilidade.

A reivindicação cultural mais além dos votos ⚡

Embora reconheça um contexto político mais favorável, Cuevas insiste em que a mudança deve surgir da Astúria. Sua canção Un mundo feliz com Massiel imagina esse futuro oficial, mas seu disco atual é o caminho: usar a arte para criar realidade cultural e consciência social hoje. Este projeto demonstra que o ativismo efetivo não espera maiorias parlamentares, mas se constrói a partir da criação, da ironia e da ocupação de espaços digitais, redefinindo a beleza do próprio em um mundo globalizado.

Como a fusão de música tradicional e experimentação digital em projetos como Manual de beleza de Rodrigo Cuevas pode se converter em uma ferramenta eficaz de ativismo para a preservação e revitalização de línguas e culturas minorizadas na era digital?

(PD: os pixels também têm direitos... ou pelo menos é isso que diz meu último render) 🎨