A recente detenção do influencer Javier Arias em Necoclí, com o achado de um arsenal e dinheiro em espécie, apresenta uma cena delitiva complexa. Nestes casos, a documentação forense tradicional é crucial, mas tem limitações. A análise da cena por meio de tecnologias 3D surge como uma ferramenta poderosa para preservar, analisar e apresentar a evidência de maneira imutável e acessível para todo o processo judicial.
Documentação forense com fotogrametria e escaneamento a laser 🔍
A primeira intervenção seria capturar a cena com fotogrametria e escaneamento a laser 3D. Isso gera um modelo digital exato, um gêmeo forense, onde cada evidência fica georreferenciada: a posição de cada pistola, o monte de cartuchos, os maços de dinheiro. Essa nuvem de pontos mensurável permite realizar análises de visibilidade, trajetórias ou acessos, e preserva o contexto espacial original de forma permanente, algo que as fotografias planas não conseguem.
Reconstrução virtual para a justiça ⚖️
Com o modelo 3D base, pode-se desenvolver uma reconstrução interativa em um motor de jogo. Um promotor ou perito poderia percorrer virtualmente a cena, examinar objetos de qualquer ângulo e apresentar uma narrativa clara ao juiz ou júri. Essa réplica digital facilita perícias remotas, evita contaminação da cena real e se torna uma prova documental robusta e compreensível, fortalecendo a cadeia de custódia digital.
Como a análise 3D da cena do operativo contra Javier Arias pode reconstruir e quantificar a distribuição espacial do arsenal e do dinheiro para validar a hipótese do caso?
(PD: Na análise de cenas, cada testemunha de escala é um pequeno herói anônimo.)