Adidas dá um salto tecnológico no basquete com o debut de um tênis impresso em 3D, exibido pelo prospecto Darryn Peterson. Sob o projeto R.A.P., a marca busca oferecer um ajuste e desempenho completamente personalizados, superando as limitações da fabricação tradicional. Apresentado no Pro Day de Portland, esta inovação, ainda sem nome, estende a experiência da Adidas em manufatura aditiva ao esporte da cesta, com lançamento público previsto para antes do final de 2026.
Da sola à personalização em massa: o salto tecnológico 🚀
A chave deste modelo reside em como a impressão 3D permite uma personalização em massa real. Diferente da fabricação tradicional, que se baseia em moldes padrão e ajustes limitados, a manufatura aditiva pode adaptar a estrutura da entressola, o suporte e até a flexibilidade aos dados biomecânicos específicos de cada atleta. Isso não se trata apenas de conforto, mas de otimizar a transferência de energia, a estabilidade em movimentos laterais e o amortecimento reativo, fatores críticos no desempenho de um jogador de basquete. A Adidas transfere assim seu know-how do running para um esporte com exigências dinâmicas muito diferentes.
O futuro do equipamento: fabricação sob demanda? 🔮
Este avanço aponta para um futuro onde o equipamento esportivo de elite e de consumo poderia ser fabricado sob demanda, com especificações únicas. A impressão 3D democratiza a possibilidade de ter um calçado de alto desempenho adaptado à nossa anatomia e mecânica, e não o contrário. O desafio será escalar esta tecnologia para torná-la viável além do âmbito profissional, um passo que a Adidas já está explorando e que poderia redefinir completamente nossa relação com o calçado esportivo.
Até que ponto a impressão 3D em calçados esportivos pode personalizar não só o ajuste, mas também o desempenho biomecânico do jogador?
(PD: o VAR em 3D: agora com repetições de ângulos que nem existiam)