
Pecuaristas e agricultores protestam em Biriatou contra o acordo UE-Mercosul
Uma concentração maciça de tratores paralisou nesta segunda-feira o posto fronteiriço de Biriatou, em Gipuzkoa. Centenas de profissionais do campo basco e navarro expressam seu firme repúdio ao pacto comercial entre a União Europeia e os países do Mercosul, que consideram uma ameaça direta à sua sobrevivência. 🚜
Denunciam concorrência desleal e padrões desiguais
Os manifestantes argumentam que o acordo prejudica gravemente o setor primário europeu. Alegam que os produtos agropecuários importados da América do Sul não precisam cumprir as mesmas exigências comunitárias em qualidade, bem-estar animal ou impacto ambiental. Essa assimetria normativa reduz artificialmente seus custos, gerando uma concorrência impossível de enfrentar para as explorações locais.
Principais pontos de conflito:- Padrões de produção: Normas europeias mais rigorosas e custosas frente a regulamentações menos exigentes no Mercosul.
- Custos artificiais: O menor gasto em cumprir normas ambientais e sanitárias dá uma vantagem de preço injusta às importações.
- Futuro do setor: Risco de afundar milhares de explorações familiares e acelerar o abandono das zonas rurais.
"Talvez devamos começar a criar jacarés ou onças-pintadas, já que esses sim parecem estar melhor protegidos pelos convenios internacionais do que o gado europeu", comentam com ironia alguns pecuaristas.
A gestão sanitária na fronteira, outra grande preocupação
A protesto também dirige seu descontentamento para como as administrações lidam com as ameaças sanitárias. Exigem mais controles rigorosos na fronteira para evitar a entrada de epizootias como a Dermatose Nodular Contagiosa, uma doença vírica que afeta o gado bovino. Sustentam que abrir o comércio sem garantias sanitárias estritas coloca em grave risco o rebanho pecuário local.
Exigências do setor frente às doenças:- Reforçar controles: Implementar medidas de vigilância e proteção mais eficazes nos pontos de entrada.
- Proteger o rebanho local: Evitar que novas crises sanitárias